Já era meia-noite e ele não tinha me ligado. Não tinha mandado um e-mail, um recado, nada.
Quer dizer, era meu aniversário! Como assim, ele resolver passar o dia anterior todinho comigo e no meu dia importante, desaparecer?
Minha mãe tinha passado a tarde toda jogando aquilo na minha cara, que eu tinha me envolvido com alguém quenem se importava comigo. E eu ouvia tudo aquilo calada, o que mais podia fazer? Em partes, ela estava certa.
Porque no dia anterior, ele tinha chego em casa de surpresa e me levara no cinema. E não fora só uma sessão. Tom me raptou ‘cedo’, lá pelas dez da manhã, para que pudéssemos assistir uma maratona de três filmes de aventura que ELE adorava.
Tudo bem, eu gostava muito da história também, mas… o problema estava no fato dele não ter se importado comigo. Não do jeito que eu queria.
E pensando bem, Tom também não havia se referido ao meu aniversário… desde a semana anterior.
Meia-noite e um, verifiquei no relógio. Após a ‘festinha’ que meus pais fizeram, subi promeu quarto e fiquei lá, deitada na cama, com o rádio ligado e os olhos no relógio.
Ele fazia um som estranho, o relógio. Umamúsica excêntrica, havia pensado, antes de me dar conta que o meu cérebro já estava sendo afetado pelo sono. Levantei-me e fui trocar de roupa. Abri meu armário e vi embolado o meu casaco roxo preferido, que eu havia usado no dia anterior.
- Mili! Já está tarde! Vá dormir, filha! – gritou meu pai lá de baixo, enquanto eu o ouvia desligando a TV da sala.
- Boa noite então, pai! – respondi e fechei a porta.
Olhei para o relógio novamente. Agora marcava meia-noite e doze. Peguei meu pijama do armário e quando estava fechando sua porta, meu celular tocou do bolso da jeans que eu vestia. Era uma mensagem:
‘Olhe o bolso de canguru. Bons sonhos.’
Era dele, o recado. Decepcionei-me, no primeiro momento, esperava alguma coisa, mas não sabia dizer se era aquilo mesmo.
Então lembrei-me do que ele havia comentado no cinema e abri o armário de novo. Puxei o casaco roxo do dia anterior e de seu bolso, caiu um saquinho azul de veludo no chão.
Agachei para pegá-lo. Abri-o e sorri com o que havia em seu anterior. Uma correntinha prateada com um pingente de meia-lua. Havia um pequeno papel também:
‘Feliz aniversário, amor. Só me desculpe ter demorado tanto’
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Anda bem dificil de vir aqui e postar, arranjar tempo e ânimo. Mas eu tô sempre no twitter, pros poucos {se é que existem} que sentem falta das minhas loucuras. Bem dificil tb tava escrever uma crônica nova, pq as minhas últimas, quer dizer, a última que eu realmente gostei é completamente tristonha e eu não tô em sintonia com aquele sentimento idiota. De qualquer forma, essa é uma bem antiga, de 11 de abril desse ano, super curtinha. Escrevi qndo vi um clipe com uma menina pegando um bilhete de um avental, e logo me brilhou a ideia super romantica, e o meu desejo de escrever foi completamente incontrolável. É bonitinha, apesar de simples, essa crônica
Espero que gostem, e que não notem a minha frequente ausência aqui. Sei lá, perdi o ânimo pra vir e escrever sobre minha vida, parece-me mais gostoso escrever sobre a vida dela, da Mili. É mais interessante, vamos concordar ^^’ Ah! E mto obrigada a todo mundo que me deu uma força nos comentários do último post! Talvez eu tenha crescido um pouquinhozinho de uns tempos pra cá… e com certeza, isso ainda me assusta.
bjuxx e saudades de vcs! ;**
Engraçado que há um ano atrás, eu tinha certeza de coisas que hoje já não tenho mais. Pensava ter amigos que hoje percebi não ter, encontrei mais fraquezas no mundo do que um dia pude supor… está tudo diferente de um ano atrás.