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Alguém… ?

E todos os dias, quando penso em tudo, e em nada ao mesmo tempo, eu quero acreditar. Preciso acreditar.

Acreditar que um dia, eu finalmente o encontre. Não sei ao certo o que esperar. Mas eu o quero sem exigir-lhe nada além da honestidade e nobreza.

Quero alguém que seja nobre, tanto quanto o que conheci sobre Harry Potter e suas atitudes. Aquela necessidade de se enfrentar tudo por algo ou por alguém. Quero que ele tenha a coragem do Harry, que seja nobre e saiba que as vezes é preciso se sacrificar por alguém, que isso vale a pena.

E que ele seja incomparavelmente charmoso como Edward Cullen. Não exijo beleza, peço só um pouco de seu charme e elegância.

Quero-o do jeito que ele é, e permitiria – aliás, adoraria – que soubesse ser, também, um pouco orgulhoso…. à la Mr. Darcy. Só desejo que isso não o cegue, impedindo que não repare no amor presente em meus olhos.

Quero alguém que se importe, e não que viva por mim. Que ele seja um grande idiota, e exatamente assim saiba me fazer amá-lo, com todos os defeitos, e não apesar deles.

Quero alguém em quem confiar. Quero acreditar que ele exista.

… Mas acho que o melhor a fazer não é procurá-lo ou idealizá-lo. O melhor mesmo… é parar de sonhar com os heróis dos meus livros.   ;D

O que espero de você

jogo-da-velha-s2[número 3]

“Eram três horas da tarde, e eu estava em casa, esperando o tempo passar, assistindo àquelas comédias românticas que garotas sozinhas costumam assistir.

Passara horas pensando nele, pensando em nós e no que tínhamos vivido. Estava pensando em como ele me tratava e em como ele era, e em como estava diferente comigo agora.

‘Mili, eu te odeio’, foi o que me dissera no dia anterior. E eu respondi: ‘Não pense que comigo é diferente’. ‘Ótimo, pelo menos temos algo em comum’, replicou Joe.

Por um instante, quis matá-lo. Como ele conseguia ser tão frio? Tão grosseiro e tão confuso… como conseguia ME confundir? Ele era tão odioso, e eu o amava tanto…

A campainha tocou. De má vontade, levantei do sofá, saí das cobertas e fui dar uma olhada no espelho. Me pareceu satisfatória a roupa, mesmo sendo um camisetão listrado azul e um shortinho preto um tanto comprometedor. Soltei meu cabelo do coque mal-feito e fui atender à porta. Tudo isso em menos de quinze segundos.

E lá estava ele, esperando na calçada. Seu boné preto virado pra trás, com aquele olhar vazio, de quem quer algo que ainda não conseguiu. Respirei fundo e fui até lá, abri o portão e saí, indo de encontro a ele.

- Oi – comecei, um pouco ríspida.

-Hei! Tudo bem, Mi? Você não foi a escola hoje e fiquei preocupado, quer dizer, você não costuma perder as aulas… O que aconteceu?

- Nada. Estava meio indisposta e quis ficar em casa hoje.

- Ah… bom, espero que esteja melhor.

- Estou sim, obrigada por perguntar.

- Então tá, acho que já vou… vim só pra saber como estava.

Olhei em seus olhos, antes de continuar a me esconder nas minhas respostas grosseiras. E ele me olhou de novo, daquele jeito peculiar, único. Não consegui continuar com aquilo e abracei-o apertado. Ele me recebeu em seus braços e me comprimiu nele, como se eu fosse me soltar.

- Joe, eu te odeio – disse, com os olhos fechados, respirando o ar que ele contaminara com seu delicioso perfume.

- Eu também te amo, meu bem.”


Escrita no dia 19 de maio. Pelo que sei, essa é a primeira história que eu publico sobre Mili e Joe, mas não é a primeira da série ( na verdade, é a terceira). Escolhi essa por ser curtinha, pq uma peculiaridade das histórias deles, além do recheio extra de ‘eu te amo, eu te odeio’, é a longitude. ‘O que espero de você‘  só não é mais curta que a primeira de todas, que eu prometo ainda postar aqui. Eu vou escrevendo sobre a Mili durante as minhas aulas {no ensino médio e no técnico também} nas folhas em branco dos meus cadernos, arranco, tiro a rebarbinha {que observação inutil essa, mas oks}, dobro e guardo todas dentro de uma caixa de latão rosa que a minha mãe me deu. Ao todo são dez, mas ainda preciso passar à mão uma crônica que só tenho digitada.

Agora a pouco eu tava falando com a Teteh e consegui terminar de ler o primeiro conto que ela me mostra com um final. O nome do conto dela é ‘O Oposto do Amor’. Ele se encontra nessa comunidade e inspirada pela citação que ela colocou lá, resolvi criar coragem e postar essa história aí de cima. Porque até hoje eu não havia entendido o que Érico Veríssimo disse uma vez: “O oposto do amor não é o ódio e sim, a indiferença”. Agora eu entendo. Espero que um dia ele entenda também =)

Brincar de Enlouquecer

“… ela costumava pensar assim. Se ela fosse atrevida, e se fosse até lá e beijasse sua bochecha, algo que tanto desejava? E se gritasse pro mundo todo ouvir o quanto gosta de coisas que muita gente acha bobeira? Talvez fosse brincar de enlouquecer… sair um pouco das regras, dançar e cantar alto no meio da rua aquela música que não sai da cabeça…

Ela era certinha… aliás, Mili ainda é uma das meninas mais certinhas e caretas que conheço. Mas apesar de tudo, não era tão ruim. Um tanto insegura, mas qndo devia, corajosa. Por isso queria enlouquecer as vezes. Dizer “eu te amo” qndo dá vontade, ou ir falar com alguém que há mto tempo ela não falava.

Ela era normal, não é? Querer aquilo não era errado! Mas mesmo assim, ela continua a abrir balinhas cuidadosamente, pra não fazer barulho, pra não incomodar. Um dia talvez, ela desista de ser assim….”


Tá aí o início da Mili. Com o tempo, foi tomando espaço, tomando forma e hoje é sem dúvida alguma, a minha personagem preferida e com certeza, uma parte de mim.  Escrita, pela primeira vez, em 12 de novembro de 2007.

Por causa dela aprendi a desenvolver meus textos e a mim mesma… hoje em dia, a Mili faz o que antes não fazia: brincar de enlouquecer. E quando alguém lhe diz “Você é muito infantil, muda e deixa de ser criança”, ela pode até se alterar, ficar ressentida, mas logo ela se lembra do quão é feliz desse jeito e deixa pra lá.  Porque se ela não fosse assim, não seria ela mesma…  e outra:  ela jamais mudaria por alguém.

Precisava escrever um post assim fazia um tempinho! Pra lembrar do que uma amiga me disse uma vez: “Você não precisa de ninguém pra ser feliz… no fim, você nasce e morre sozinho. O importante é fazer as coisas valerem a pena e o que passou, passou. Se foi bom, que legal, terei do que lembrar.”

Nhai, sobre as verdades e mentiras, eu achei a maior graça :D Todo mundo acertou uma, a número 4 .  As outras mentiras são a 2  {Não gosto de sorvete de menta}, pq esse é o meu sabor favorito e a 8  {Pintei meu cabelo de caramelo qndo estava na quinta série e ele demorou dois anos pra voltar ao normal}, pq o meu cabelo é totalmente virgem e nunca viu uma química ^^  Podem não acreditar, mas todas as outras afirmações são verdadeiras!

Era só isso mesmo gente! ;**

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